PERFIL NUTRICIONAL DE MULHERES COM SÍNDROME DE FIBROMIALGIA PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA INTERDISCIPLINAR

Luciane Angela Nottar Nesello, Maria Fernanda Rodrigues Fernandes, Camila Cipriani, Luana Bertamoni Wachholz, Giovana Delvan Stuhler, Ana Ligia Oliveira

Resumo


A síndrome da fibromialgia (SFM) é uma condição reumatológica, caracterizada por dores, sendo ainda fortemente associada com depressão, distúrbios alimentares, prevalência de excesso de peso, dentre outros fatores que afetam desfavoravelmente o bem-estar e qualidade de vida. A partir disso, o presente estudo teve como objetivo traçar o perfil nutricional, bioquímico e hábitos de vida de pacientes fibromiálgicas. Caracterizou-se por um estudo transversal descritivo com participantes do “Programa de Assistência Interdisciplinar a Mulheres com Síndrome da Fibromialgia” onde foi aplicado um questionário semiestruturado de identificação, realizada a caracterização de parâmetros antropométricos e bioquímicos e Questionário de Frequência de Consumo Alimentar (QFCA). Foram avaliadas 14 mulheres com SFM, com média de idade de 55,35 (+ 6,17) anos. Constatou-se que 85,71% apresentaram excesso de peso e 85,71% não realizavam nenhum tipo de atividade física. Os exames de glicose, colesterol total e vitamina D, apresentaram-se com valores alterados em 21,43%, 64,29% e 78,57% das mulheres, respectivamente. O consumo de frutas e hortaliças apresentou-se reduzido e, em contrapartida, o açúcar foi o alimento com maior frequência de consumo. Ao final do estudo, inferiu-se que o quadro clínico da SFM além de ser complexo, pode acarretar consequências negativas na alimentação e no estado nutricional, o que justifica a relevância e necessidade de um trabalho interdisciplinar com intuito de proporcionar melhor qualidade de vida.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33053/cataventos.v8i1.4096

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